Ajustar a forma como o corpo se movimenta durante a corrida, ou seja, intervir na biomecânica,pode ser uma ferramenta importante no combate e prevenção de lesões. Diminuir o tamanho do passo é uma manobra simples que, segundo pesquisas científicas, está relacionada à diminuição das chances de lesão.

passo deve ser mais curto anteriormente, isto é, o pé não deve aterrissar no chão muito distante do tronco. Isso diminui o impacto sobre o corpo e reduz o trabalho sobre o joelho, quadril e tornozelo, fatores relacionados à lesão na corrida.

Para manter a mesma velocidade na corrida com um passo mais curtoé preciso aumentar a cadência, isto é, dar mais passos por minuto (a definição de cadência é quantidade de passos por minuto). Embora pareça contraditório, dar mais passos pode diminuir o número de lesões se a mecânica dos passos for boa.

Com passos curtos e alta cadência a perna funciona como uma mola, absorvendo energia na aterrissagem e devolvendo-a na impulsão, e é mais fácil realizar a pisada com o mediopé, o que suaviza o impacto do corpo com o solo.

Mas o aumento da cadência não deve ser feito de forma abrupta. O professor canadense Reed Ferber, um dos grandes pesquisadores de biomecânica de corrida, propõe a seguinte estratégia:

1) Calcule a sua cadência atual: corra em seu ritmo natural e conte quantas vezes a perna direita encosta o chão. Depois é só multiplicar esse valor por dois e você terá a sua cadência.

2) Calcule a sua cadência ideal: algumas pesquisas mostram que 180 passos por minuto seria um número ideal. Porém esse ele não se aplica a todos e a ideia é que a sua cadência de corrida aumente, mas de forma confortável e natural. Então, pegue o número que você encontrou no item anterior e multiplique por 1,1. Se você tinha uma frequência de 160, agora seu objetivo será 176, um aumento de 10%.

3) Como correr na nova cadência: você pode encontrar uma música que tenha um ritmo similar ou usar um metrônomo (existem vários aplicativos para celular). Um ponto importante é não manter a nova cadência durante todo o tempo de corrida. Começa com alguns minutos e vá aumentando gradativamente.

4) Trabalhe força e flexibilidade: toda a musculatura deve estar forte para prevenir lesões, porém, neste caso isso vale especialmente para a musculatura do quadril (glúteo máximo, glúteo médio, rotadores laterais, tensor da fáscia lata). Além de força, a flexibilidade dos músculos que estão ao redor dessa articulação deve ser trabalhada para uma boa execução dos passos.

raquel castanharo CARD NOVO (Foto: Editoria de Arte EU ATLETA)
Fonte: Eu Atleta – Globoesporte.com
Publicado por admin, em 22 de maio de 2015 às 13:08 nas categorias Sem categoria.
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