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(29/08/2014) Cigarro e exercício físico não combinam

Por: Lívia Neves

Reprodução internet

Para realizar uma atividade física de forma saudável e atingir uma performance alta, é preciso estar com o organismo funcionando a todo vapor. Isso não acontece quando a pessoa faz uso do cigarro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é considerado o maior causador de morte evitável em todo o mundo.

Entre os males trazidos pelo vício está o risco de câncer de pulmão. Dados da OMS comprovam que 90% dos casos de câncer no pulmão são de origem do hábito tabagista. O pneumologista Paulo Paes Silvado Junior destaca o efeito direto do cigarro que atinge os brônquios. “Diminui a capacidade respiratória, lesando a mucosa e a abertura dos brônquios”, exemplifica.

Paulo reflete que todo exercício físico ajuda e melhora a condição do fumante. “Porém, é preciso acompanhamento médico para ter certeza de quais tipos de exercício são mais adequados para a capacidade do paciente”, reforça. Dessa maneira, evitam-se riscos maiores como acidentes coronarianos. Entre os esportes que mais exigem captação de oxigênio, o pneumologista destaca natação, corrida, caminhada e aulas aeróbicas.

O cardiologista Luiz Augusto Riani alerta que os males do cigarro não se restringem apenas às vias respiratórias. “O tabagismo afeta a circulação de maneira aguda e crônica, prejudicando o transporte de substratos e enrigecendo progressivamente as artérias”, explica. Além disso, auxilia no acúmulo de gordura na corrente sanguínea e aumenta a frequência cardíaca.

Outro ponto citado por Riani é a constante sensação de cansaço que o tabagista sente. “Confunde-se com preguiça, mas se deve ao fato da má operação do organismo devido a falta de oxigenação causada pelo tabagismo”, completa.

O educador físico Wellington de Campo Monteiro constata que os alunos tabagistas sentem mais dificuldades na hora da prática de atividade física, principalmente dos exercícios aeróbicos. Isso ocorre porque o organismo está repleto de substâncias tóxicas.

Quando o tabagista inicia uma atividade física, o corpo não reage de maneira normalizada e apresenta dificuldades como:

+ Arritmia;

+ Dificuldade para respirar;

+ Tontura;

+ Dores na região da caixa toráxica;

+ E sensação de enjoo.

“O cigarro contém cerca de 4720 substâncias tóxicas, sendo uma delas, a nicotina, responsável pela dependência. Três delas comprometem de forma física e o desempenho na realização da atividade”, expõe Wellington.

Nicotina: diminui o tamanho das artérias, que levam o sangue até o músculo, gerando um desempenho muscular bem menor, e também aumenta os batimentos cardíacos.

Alcatrão: diminui a elasticidade do pulmão.

Monóxido de carbono: compete com o oxigênio, por isso que o indivíduo que fuma tem falta de ar.

“A endorfina pode ser usada no combate ao tabagismo, pois ela ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, trocando o “prazer” de fumar, pelo prazer de se exercitar! Mas o melhor mesmo é deixar de fumar”, completa o educador.

 

Consultoria: Luiz Augusto Riani, cardiologista do Alta Excelência Diagnóstica; Paulo Paes Silvado Junior, pneumologista do Hospital Santa Catarina – SP; Wellington de Campos Monteiro, educador físico da Academia Fluyr Saudável; Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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